Dr. Paulo Henrique dos Santos

 

 

Psicólogo organizacional e clínico, formado pela PUC/SP.

Participou de vários grupos de estudos em psicologia analítica.

Atua com psicoterapia de adultos e adolescentes e realiza trabalhos de orientação de carreira:

mentoring, coach e transição, possuindo especialização em recursos humanos.

 

site: http://reflexoessobreapsique.blogspot.com

 

Cel: (11) 9 8599 5741

 

e-mail: paulhsantos@uol.com.br

 


 

Por que fazer psicoterapia?

 

Gostaria de começar falando sobre o preconceito e ignorância que ainda há sobre os tratamentos psicológicos. Já ouvi muitas pessoas dizendo que ‘não acredita em psicoterapia’ ou ‘que é coisa de maluco’, e por aí vai.  Há um mito em nossa cultura no qual devemos sempre ser super-homens e mulheres-maravilha, devemos resolver sozinhos nossos problemas. O profissional de saúde mental e emocional deve ser encarado como qualquer outro profissional com uma especialidade.  Se você tem problemas digestivos, vai a um gastroenterologista, se tem dor de dente, vai a um dentista. Dores de cabeça, procura um oftalmologista – pode ser necessidade de lentes corretivas – ou um neurologista. E se sofre com ansiedade, compulsão, depressão, busca que profissional?

 

Talvez com uma breve apresentação de especialidades,  explicar algumas diferenças entre os profissionais de saúde que atuam diretamente com a saúde mental e emocional dos pacientes.

 

Psicólogo - é aquele que cursou uma faculdade de nível superior em Psicologia; pode atuar em escolas, em organizações, em consultórios particulares, clínicas e hospitais. Habilitado a praticar atendimentos psicoterapêuticos.

 

Psiquiatra - é um médico cuja especialização foi em Psiquiatria. Geralmente atua em clínicas e hospitais psiquiátricos e sua clientela mais frequente são portadores de transtornos psíquicos. Está habilitado a prescrever medicamentos e algumas vezes, pratica psicoterapia.

 

Psicoterapeuta - é qualquer profissional com uma formação específica que habilite em praticar a psicoterapia. Não necessariamente tem que ser psicólogo nem médico. Podemos citar a psicoterapia transpessoal, junguiana, gestáltica, em bioenergética, dentre outras.

 

Psicanalista - é aquele que possui nível superior em qualquer graduação e faz uma formação em psicanálise, além de submeter-se a uma análise pessoal com um psicanalista já atuante.

 

Voltando a pergunta-tema: por que fazer psicoterapia? Para melhorar a qualidade de vida. Para aumentar o conhecimento sobre si-mesmo. Para dar-se a chance de ser feliz.

 

Muitas vezes há conflitos internos  que não conseguimos resolver, por isso procuramos ajuda de um profissional. Muitas vezes, um tratamento dura pouco tempo e já é o suficiente para solução de alguns conflitos. Comprovadamente, casos de depressão nos quais ministra-se o medicamento juntamente com a psicoterapia, a recuperação é mais rápida e consistente, reduz a chance de recaída. Isso por que os remédios aliviam os sintomas, mas não trabalham com as causas emocionais subjacentes desses distúrbios, que só podem ser atingidas através da psicoterapia.

 

Há a expectativa que com a recente mudança das regras dos planos de saúde, cobrindo tratamento psicológico, o preconceito com relação a tratamentos deste tipo diminuam, e as pessoas fiquem mais confortáveis para buscar auxílio quando necessário. 

 

 

O auto-conhecimento nosso de cada dia

 

Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo,

não precisa temer o resultado de cem batalhas.

Se você se conhece mas não conhece o inimigo,

para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota.

Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo,

 perderá todas as batalhas.

Sun Tzu, A Arte da Guerra

 

Faz parte de nosso desenvolvimento intelectual, emocional e espiritual passarmos por momentos de conflito: que decisão tomar, o que fazer a respeito de determinada situação, ou mesmo, confusão emocional de não saber comunicar a emoção corretamente.

 

Todas situações acima começam na questão do conhecer-se (do Latim COM-, “junto”, mais GNOSCERE, “saber”, que originou-se do Grego GIGNOSKEIN, “saber”).  A pessoa  que adquire mais saber sobre si, amplia sua auto-percepção e passa a ter mais opções, inclusive maior equilíbrio com seu emocional. Isso mesmo!  Se você se conhece, se vai mergulhando cada vez mais nessa jornada fascinante para dentro de si mesmo, suas escolhas passam a ser mais coerentes com quem você realmente é. Você começa a descobrir o que é seu e o que é o do outro, que crenças e desejos são dos seus pais, da cultura a que pertence ou da sociedade, de modo geral. O que você quer manter e o que quer mudar. Outra razão é a possibilidade de identificar e comunicar com clareza emoções ou sentimentos. Quase todos nós, em função de um processo educativo mais repressivo,  têm dificuldade em entrar em contato com a raiva, o medo, a inveja. Ou ainda, de chorar, expressar amor, carinho e ternura. Quantos casais se desentendem porque o homem quer o prazer através do sexo e a mulher deseja carinho, afago?

 

Existem diferentes abordagens psicoterapêuticas e todas elas dão sua contribuição para o crescimento do indivíduo. Cabe a cada um se informar e buscar aquela linha com que tenha mais afinidade, assim como é possível também experimentar diferentes abordagens ao longo de um caminho terapêutico.

 

Portanto, como disse Sócrates, "conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses". Nessa jornada chamada VIDA, você só tem a ganhar. Pense nisto!

 
   

 

  © Dra. Deusa Samú

Instituto Deusa Samú

                  BSW